(Sergio Gonzaga de Oliveira*)
A queda das tarifas protecionistas, previstas no acordo Mercosul União Europeia, coloca o parque industrial brasileiro em confronto direto com o europeu, gerando uma disputa assimétrica entre os dois blocos. O Brasil tem melhor desempenho nas atividades industriais de menor conteúdo tecnológico que geram muito volume e baixo preço unitário. É o caso, por exemplo, dos artigos derivados de produtos primários como farelo de soja, sucos de frutas, ferro gusa e carne (1). Certamente essa superioridade deriva da proximidade logística das fontes de matéria prima. Os europeus, por sua vez, têm vantagens competitivas em produtos de alta densidade tecnológica.



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