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janeiro 29, 2026

A HERANÇA MALDITA: IMPACTO DO ACORDO MERCOSUL UNIÃO EUROPEIA NA DESINDUSTRIALIZAÇÃO BRASILEIRA

                                                 (Sergio Gonzaga de Oliveira*)

A queda das tarifas protecionistas, previstas no acordo Mercosul União Europeia, coloca o parque industrial brasileiro em confronto direto com o europeu, gerando uma disputa assimétrica entre os dois blocos. O Brasil tem melhor desempenho nas atividades industriais de menor conteúdo tecnológico que geram muito volume e baixo preço unitário. É o caso, por exemplo, dos artigos derivados de produtos primários como farelo de soja, sucos de frutas, ferro gusa e carne (1). Certamente essa superioridade deriva da proximidade logística das fontes de matéria prima. Os europeus, por sua vez, têm vantagens competitivas em produtos de alta densidade tecnológica.

maio 02, 2025

UMA FESTA PARA POUCOS: POLÍTICA MONETÁRIA NO BRASIL (PARTE II)

 Sérgio Gonzaga de Oliveira (*)

O artigo anterior mostrou que nas décadas de 70, 80 e 90 do século passado houve um expressivo aumento da atividade financeira em todo o mundo. Esse setor assumiu uma proporção significativa no conjunto da economia. Uma das principais consequências dessa mudança foi a alteração do foco das autoridades monetárias no combate à inflação. O crescimento do sistema financeiro e, principalmente, a emissão de meios de pagamentos por bancos comerciais, tornou obsoleto o controle da quantidade de moeda em circulação como instrumento de contenção dos preços no mercado.

maio 01, 2025

UMA FESTA PARA POUCOS: POLÍTICA MONETÁRIA NO BRASIL (PARTE I)

Sérgio Gonzaga de Oliveira (*)

A comparação internacional, principalmente em relação aos países desenvolvidos, mostra que a economia brasileira tem um estranho comportamento em relação à inflação. A elevação dos juros básicos (Selic) pela autoridade monetária tem um efeito muito limitado no combate à inflação. Em outras palavras, é preciso aumentar muito a taxa Selic para que ela contenha a escalada dos preços. Nos países desenvolvidos, ao contrário, pequenas elevações dos juros básicos seguram a inflação em níveis civilizados.

abril 28, 2025

CRÔNICA DE UMA FALHA ANUNCIADA: O CONTROLE DO PIX

     

Sérgio Gonzaga de Oliveira (*) 

A recente disputa política gerada pela inclusão do Pix entre as modalidades de meios de pagamento fiscalizados pela Receita Federal ainda merece nossa atenção. As evidências indicam que o cancelamento da instrução normativa 2219/24 e emissão da Medida Provisória que equiparou o Pix à moeda corrente não eliminaram as causas institucionais e estruturais que deram origem a esse episódio.

abril 25, 2025

A MALDIÇÃO DOS RECURSOS NATURAIS

Sérgio Gonzaga de Oliveira (*)

(Imagem: Braeson Holland) 

1.

Contam os antigos que Midas, rei da Frígia, atual Anatólia na Turquia, se preocupava muito com a difícil situação dos pobres de seu reino. Dedicava grande parte do tempo e do ouro que dispunha para diminuir o sofrimento dessas pessoas. As ações de Midas eram tão recorrentes e apreciadas por seus súditos que sua fama logo ultrapassou as fronteiras do reino, chegando aos ouvidos dos deuses do Olimpo. Um dia, Midas rogou à Baco, deus do vinho, que lhe ajudasse na luta contra a pobreza.

abril 24, 2025

O LABIRINTO DO CAPITAL: MOEDA, INFLAÇÃO E JUROS

Sergio Gonzaga de Oliveira (*)

Reza a lenda que Dédalo, o arquiteto grego, desenhou e construiu o labirinto de Creta para conter o Minotauro, criatura mítica, metade homem, metade touro, que impunha duras penas aos habitantes daquela cidade. Mesmo aprisionado nas entranhas do labirinto, Minotauro exigia sacrifícios constantes de jovens virgens para aplacar sua ira. O infortúnio de Creta só terminou quando Teseu, um herói de Atenas, conseguiu derrotar e matar o Minotauro. Teseu encontrou o caminho de volta no labirinto graças a Ariadne que lhe deu um novelo de lã para marcar o percurso.

abril 18, 2025

O MAL-ESTAR NA CIVILIZAÇÃO (I)

 

Sigmund Freud, considerado o pai da psicanálise, criou a expressão “o mal-estar na civilização” para refletir sobre o conflito entre os impulsos que nos remetem em direção ao prazer (pulsões na linguagem de Freud) e as restrições que a civilização (cultura) nos impõe para viabilizar a vida em sociedade.Tomando emprestada essa expressão, podemos dizer que o mundo atual vive tempos sombrios, marcados por um profundo mal-estar que certamente se sobrepõe à inquietação descrita por Freud.

abril 17, 2025

CAPITALISMO DA INFORMAÇÃO

 Alfredo Maciel da Silveira (*)

Desde a reestruturação industrial iniciada nos anos 70, com introdução da microeletrônica nos processos industriais e o avanço para a robotização e automação que prosseguem até hoje, abrira-se o debate sobre o futuro do capitalismo, tendo em vista que sua dependência da exploração da força de trabalho humano (trabalho vivo) aplicada diretamente nas linhas de produção estaria agora posta em xeque pela progressiva extinção daquela forma de trabalho. Até mesmo em interpretações neoconservadoras deste fenômeno contemporâneo, o capitalismo estaria em transição “suave” para o que denominaram uma “sociedade pós-industrial” e não mais “capitalista”.

abril 13, 2025

URGENTE: A RETOMADA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO (I)

Sérgio Gonzaga de Oliveira (*)

Democracia não deve ser um regime político baseado em práticas puramente eleitorais, desvinculada das condições objetivas da sociedade. Na verdade, a democracia pressupõe a existência de determinados direitos e liberdades básicas para que possa ser exercida com integridade. Dentre esses, os direitos sociais são fundamentais. Salário digno, previdência social, saúde, educação, habitação e tantos outros não podem ser relegados a um segundo plano. É muito difícil o exercício da cidadania quando os indivíduos vivem no limite da sobrevivência. Embora o Bolsa Família seja um programa

POSTAGEM EM DESTAQUE

A MÃE DE TODAS AS REFORMAS

Sérgio Gonzaga de Oliveira (*) Os brasileiros estão perplexos e sem esperança. As instituições políticas têm baixo nível de aprovação. Não ...