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janeiro 29, 2026

A HERANÇA MALDITA: IMPACTO DO ACORDO MERCOSUL UNIÃO EUROPEIA NA DESINDUSTRIALIZAÇÃO BRASILEIRA

                                                 (Sergio Gonzaga de Oliveira*)

A queda das tarifas protecionistas, previstas no acordo Mercosul União Europeia, coloca o parque industrial brasileiro em confronto direto com o europeu, gerando uma disputa assimétrica entre os dois blocos. O Brasil tem melhor desempenho nas atividades industriais de menor conteúdo tecnológico que geram muito volume e baixo preço unitário. É o caso, por exemplo, dos artigos derivados de produtos primários como farelo de soja, sucos de frutas, ferro gusa e carne (1). Certamente essa superioridade deriva da proximidade logística das fontes de matéria prima. Os europeus, por sua vez, têm vantagens competitivas em produtos de alta densidade tecnológica.

abril 16, 2025

BRASIL SEM PLANEJAMENTO E UM FUTURO JÁ PRESENTE

Sérgio Gonzaga de Oliveira (*)

O artigo do Alfredo contém um conjunto de conceitos e ideias que me parecem muito pertinentes. As principais são:

  • Resgatar o ineditismo da Constituição de 1988 na introdução do planejamento estatal como base para o desenvolvimento nacional.
  • Mostrar como essa orientação constitucional foi solenemente ignorada desde então, reduzindo o planejamento à mera elaboração orçamentária anual ou, quando muito, a uma relação de obras quinquenal.
  • Indicar que a chegada do ultra liberalismo ao poder, nos dias atuais, radicalizou essa tendência, concedendo ao mercado toda a responsabilidade pela dinâmica do desenvolvimento, em franca discordância com as experiências históricas dos países que se desenvolveram.
  • Lembrar que a divisão internacional do trabalho, gerada após a Revolução Industrial e ascensão dos países centrais, permanece mantendo em inferioridade tecnológica e produtiva aquelas periferias que não se movimentam politicamente.
  • Questionar sobre a possibilidade de, no quadro político atual, derivar uma reversão em direção ao ordenamento constitucional de 1988.
  • Insistir na necessidade dessa reversão para que o Estado assuma essa incumbência como base para o desenvolvimento.
  • E, por fim, detalhar a articulação orgânica entre os Órgãos de Estatísticas, o Escritório de Planejamento, o Legislativo, os Agentes Econômicos e a Sociedade para que o processo de planejamento seja eficiente, transparente e democrático.
Sérgio Gonzaga de Oliveira (*)

Segue o artigo de Alfredo.

abril 15, 2025

URGENTE: A RETOMADA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO (III)

                                                                  Sérgio Gonzaga de Oliveira*

No segundo artigo dessa série, postado em maio próximo passado, publiquei um diagnóstico tentando entender a estagnação da economia brasileira nos últimos 40 anos. Analisei sucessivamente as variáveis que têm potencial para explicar a dinâmica da economia capitalista no longo prazo: a acumulação de capital, a formação dos mercados, a dinâmica populacional e a produtividade. A principal conclusão dessa investigação é que existem limitações estruturais graves no sistema produtivo brasileiro que impedem a continuidade de nosso desenvolvimento. Como essas variáveis são interdependes, em determinados cenários, algumas delas travam o crescimento das outras e o conjunto fica estacionado. Forma-se uma espécie de círculo vicioso. No máximo ocorre o que os economistas chamam de “vôo da galinha”. São pequenos períodos de expansão seguidos de recessão, mas no longo prazo e na média, o crescimento é próximo de zero. A grande incógnita dos dias atuais é como romper com essa estagnação.

POSTAGEM EM DESTAQUE

A MÃE DE TODAS AS REFORMAS

Sérgio Gonzaga de Oliveira (*) Os brasileiros estão perplexos e sem esperança. As instituições políticas têm baixo nível de aprovação. Não ...